O Executivo de Arcos comete um erro político e estratégico ao concentrar sua força eleitoral em apenas um deputado e, na prática, fechar espaço para outros parlamentares que também buscam votos e podem contribuir com recursos para o município.
Entre os nomes que estariam encontrando portas fechadas na cidade estão Betinho Pinto, Duarte Bechir, Ana Pimentel, Dimas Fabiano, Carol Caran, entre outros deputados que possuem atuação política em Minas Gerais e poderiam estabelecer relações com lideranças e instituições de Arcos.
O problema não é o prefeito ter preferência por determinado candidato. Isso faz parte da política. O problema surge quando a preferência eleitoral passa a interferir na relação institucional do município com outros parlamentares.
Quem perde é Arcos
Emendas parlamentares representam uma importante fonte de recursos para municípios. Quanto maior a rede de parlamentares dispostos a defender as demandas de uma cidade, maiores são as possibilidades de investimentos em saúde, infraestrutura, educação, esporte e outras áreas.
Por isso, transformar Arcos em um território político reservado a um único deputado pode ser uma decisão de alto risco.
Deputados passam. Mandatos passam. Prefeitos passam. Os problemas de Arcos continuam.
O prefeito precisa entender que sua responsabilidade não é garantir exclusividade política para um deputado, mas abrir o maior número possível de portas para o município.
Se um parlamentar consegue recursos para uma obra, outro para a saúde e um terceiro para infraestrutura, não importa para a população quem é o dono político da conquista.
O que importa é o resultado.
O erro do Executivo
O grande erro está em confundir aliança eleitoral com interesse público.
A Prefeitura deveria conversar com todos. Receber todos. Apresentar as demandas de Arcos a todos. E deixar que cada deputado dispute o reconhecimento da população pelo trabalho realizado.
Ao fechar portas para determinados parlamentares, o Executivo pode estar abrindo mão de uma oportunidade que não pertence ao prefeito, mas aos cidadãos.
Arcos não precisa de um deputado exclusivo. Precisa de Brasília inteira olhando para Arcos.
E se existe um erro que um governo municipal não pode cometer, é transformar a política partidária em obstáculo para a chegada de recursos públicos.
No fim das contas, a pergunta é simples:
O prefeito está escolhendo um deputado ou está escolhendo Arcos?
