Nos últimos quatro anos escrevi cinco crônicas sobre a democracia, pois é um tema que me fascina.
Hoje digo e repito esta confusão no STF cheira a Maquiavel e Maquiavel fede.
O judiciário tem que ser cães de guarda da democracia não cães de ataque e nem mesmo de estimação.
Temos que voltar ao sistema Madisoniano de freios e contra-pesos.
Também escrevi no artigo “Os gurus do século XXI” que os ideólogos, Olavo de Carvalho (Brasil), Alexander Duguin (Rússia), Steve Bannen (USA) e XI Jipnping (China) ditavam a nova geopolítica do mundo tradicionalista.
Anos depois escrevi que vivíamos num reality show em que a sociedade se dividiu em dois grupos onde a desconfiança reina entre eles. Inexiste coexistência pacífica com vizinhos de opinião oposta, ou mesmo não existindo namoro ou amizade com gente de outro grupo.
Esta polarização que envenenou o Brasil, onde as famílias estão divididas, não existe diálogo entre os casais e cada um vive sua própria verdade.
O desalento público com a desmoralização da classe política e do judiciário “os podres poderes” é visível nos bares e nas esquinas, onde mais parece um manicômio.
O comportamento da política na mais Alta Corte, as vozes individuais, mas muitas vezes coletivas, leva a repugnância e o asco do cidadão comum.
A estupidez pública, está levando a população a uma estupidez coletiva e afetando laços sociais e familiares, destruindo a democracia e o convívio humano.
Estão transformando o eleitor em um votante bovinamente obediente a classe política dominante.
Nossa democracia está debilitada.
Porque tudo é para já e para mim, se o futuro é logo ali é para todos.
Geraldo Ló.
