Arcos viveu um momento de fé, tradição e identidade cultural com a abertura da Festa de Congado e o tradicional levantamento dos mastros. O encontro reuniu congadeiros, capitães, familiares e integrantes da comunidade em uma celebração que mantém viva uma das manifestações culturais mais importantes da história da cidade.
Entre os participantes esteve Geraldo Ló, que fez questão de destacar o orgulho de estar presente na celebração ao lado do capitão Geliel do grupo moçambicano. A participação representa, para ele, não apenas um momento de devoção, mas também o compromisso de valorizar e preservar uma tradição que atravessa gerações.
O levantamento dos mastros marcou oficialmente o início das celebrações. Em meio aos cantos, ao toque dos tambores e às cores das guardas, a comunidade acompanhou um dos momentos simbólicos da festa, em uma demonstração de fé e respeito às tradições do Congado.

Fé que atravessa gerações
A Festa de Congado faz parte da memória cultural de Arcos. Mais do que uma celebração religiosa, o Congado reúne música, dança, vestimentas, símbolos, histórias e conhecimentos transmitidos de geração para geração.
A presença dos capitães e dos integrantes das guardas reforça a continuidade dessa tradição. Cada toque, cada canto e cada ritual carrega elementos de uma história construída ao longo de décadas pelas famílias e comunidades que mantêm o Congado vivo.
Ao participar ao lado do capitão Geliel, Geraldo Ló ressaltou o significado de estar inserido nesse momento.
Para ele, participar da festa é motivo de orgulho e também uma forma de reconhecer o trabalho daqueles que dedicam tempo e esforço para preservar a cultura popular de Arcos.
“Salve Jorge!”
A devoção a São Jorge ocupa lugar de destaque na celebração. O santo é reverenciado pelos congadeiros como símbolo de fé, proteção e força.
“Vestidos e amparados pelas armas de Jorge! Salve Jorge!”, resume o espírito de uma manifestação em que a religiosidade se encontra com a cultura popular e com a identidade das comunidades.
O levantamento dos mastros, nesse contexto, representa um dos momentos de maior simbolismo da festa. É quando a tradição ganha forma diante dos olhos da comunidade e anuncia o período de celebrações.
Cultura que precisa ser preservada
Para Arcos, manter o Congado vivo significa preservar parte da própria história da cidade. A manifestação cultural não pertence apenas ao passado: ela continua sendo construída pelas novas gerações que participam das guardas, aprendem os cantos, acompanham os rituais e mantêm os costumes.
A participação de pessoas como Geraldo Ló e do capitão Geliel também reforça a importância de incentivar e respeitar os grupos responsáveis pela continuidade dessa tradição.
Em tempos de rápidas transformações culturais, manifestações como o Congado ajudam a preservar referências que identificam uma comunidade e fortalecem o sentimento de pertencimento.
A abertura da festa, portanto, foi mais do que o início de uma programação. Foi uma demonstração de que a fé, a tradição e a cultura continuam ocupando espaço na vida de Arcos.
E, sob os mastros levantados, a mensagem permanece:
Salve Jorge!
