As chuvas dos últimos dias voltaram a expor problemas na estrutura de prédios públicos de Arcos. No PSF do Planalto, segundo denúncia encaminhada ao Conexão Arcos, goteiras estariam atingindo o imóvel, situação que, de acordo com o relato, já teria sido apresentada anteriormente às autoridades municipais sem que uma solução definitiva fosse adotada.
O problema não estaria restrito ao atendimento de saúde. A situação relatada também reacende o debate sobre as condições de outros prédios públicos do município, incluindo a escola do Planalto, que, segundo informações recebidas pela reportagem, enfrenta falta de armários, materiais e problemas de conservação.
Problema antigo volta a aparecer com as chuvas
A denúncia afirma que o PSF do Planalto já teria sido visitado e mostrado anteriormente por quem vem cobrando providências.
Com as chuvas, as goteiras voltaram a evidenciar a necessidade de manutenção do imóvel. Além de comprometer a estrutura, infiltrações podem prejudicar equipamentos, documentos e o próprio funcionamento dos serviços oferecidos à população.
A cobrança é para que a Prefeitura informe quais providências já foram tomadas, se existe laudo ou vistoria técnica sobre o imóvel e qual é a previsão para solucionar definitivamente o problema.
Escola do Planalto também entra no alerta
A situação da educação amplia a preocupação.
Segundo relatos recebidos pelo Conexão Arcos, a escola do Planalto estaria funcionando sem estrutura considerada básica, com falta de armários e materiais, além de apresentar sinais de deterioração.
As informações precisam ser verificadas pela administração municipal e pelos órgãos responsáveis pela educação. Caso confirmadas, levantam uma questão que ultrapassa a simples manutenção predial: quais condições estão sendo oferecidas diariamente a alunos, professores e servidores?
A manutenção dos prédios públicos não é apenas uma questão estética. Escolas e unidades de saúde precisam oferecer condições adequadas de segurança, funcionamento e atendimento.
Lactário e CAPS já haviam sido alvo de cobranças
O cenário também não é isolado.
Em agosto, o Conexão Arcos publicou reportagens sobre problemas estruturais apontados pela vereadora Jaiane Soares em diferentes equipamentos públicos. Entre os locais citados estavam o CAPS, o Lactário, o CRAS e unidades de saúde.
No caso do Lactário, foram relatados problemas no teto e paredes em condições preocupantes. No CAPS, a parlamentar havia questionado problemas de infraestrutura enquanto o município discutia a construção de uma nova sede.
O próprio empréstimo aprovado pelo município também entrou no debate. A operação de crédito autorizou até R$ 4,506 milhões, com recursos destinados a investimentos na área da saúde.
Uma simulação publicada anteriormente pelo Conexão Arcos apontou que, consideradas determinadas condições de juros, carência e prazo, o custo total da operação poderia chegar a aproximadamente R$ 8,19 milhões. A reportagem destacou que se trata de uma simulação e que os valores efetivos dependem das condições contratadas.
A pergunta é sobre prioridades
É justamente diante desse cenário que surge uma pergunta para a administração municipal: como explicar a existência de um empréstimo milionário para investimentos enquanto prédios públicos continuam apresentando problemas básicos de manutenção?
Não se trata de questionar a necessidade de investimentos ou de novas estruturas. O município pode precisar de novas unidades, reformas e equipamentos.
O ponto é saber se, paralelamente aos novos investimentos, existe um programa permanente de manutenção dos prédios que já estão funcionando e atendendo a população.
Porque uma escola precisa estar em condições adequadas hoje.
Um posto de saúde precisa estar em condições adequadas hoje.
O Lactário precisa estar em condições adequadas hoje.
Até quando?
A sucessão de reclamações envolvendo diferentes prédios públicos coloca novamente a manutenção do patrimônio municipal no centro do debate.
Se problemas semelhantes aparecem em unidades diferentes, a população tem o direito de saber quais imóveis foram vistoriados, quais apresentam problemas estruturais, quanto já foi gasto em manutenção e quais reformas estão programadas.
O dinheiro público não serve apenas para construir.
Também precisa garantir a conservação daquilo que já existe.
Enquanto isso, moradores, alunos, profissionais da saúde e servidores continuam utilizando estruturas que, segundo as denúncias recebidas pelo Conexão Arcos, apresentam problemas que precisam de resposta.
Até quando os prédios públicos de Arcos continuarão esperando por manutenção?
O Conexão Arcos deixa espaço aberto para que a Prefeitura de Arcos e a Secretaria Municipal de Educação apresentem informações sobre a situação do PSF e da escola do Planalto, além das medidas previstas para os demais prédios públicos citados nesta reportagem.
