Uma denúncia recebida pelo Conexão Arcos coloca sob questionamento o funcionamento do serviço de transporte de pacientes do município. A usuária Nívia Marícia Ivo Gonzaga decidiu tornar público o que afirma ter enfrentado em diferentes ocasiões ao buscar atendimento e transporte para familiares em tratamento de saúde.
Nívia autorizou a divulgação de seu nome e afirma que não se trata de um episódio isolado. Segundo ela, usuários enfrentariam dificuldades recorrentes para conseguir informações, realizar agendamentos e utilizar os veículos disponibilizados pelo município.
O relato inclui reclamações sobre a forma de atendimento, dificuldades para alteração de datas, problemas relacionados a horários e situações que, segundo a denunciante, teriam ocorrido durante o próprio transporte de pacientes.
“Trata a gente como cachorro”, afirma usuária
Um dos principais pontos da denúncia é a forma como Nívia afirma ter sido atendida por uma funcionária do setor responsável pelos agendamentos.
Segundo a usuária, o atendimento teria sido marcado por falta de educação e tratamento considerado desrespeitoso. Ela afirma ainda que outras pessoas já teriam reclamado da mesma situação.
O episódio mais recente teria ocorrido enquanto Nívia tentava organizar o transporte de um familiar que precisava realizar um procedimento médico após uma cirurgia.
Ela relata que, antes de comparecer ao setor, entrou em contato por telefone para saber se seria possível realizar o agendamento posteriormente. Segundo Nívia, recebeu a orientação de que poderia comparecer ao local na manhã seguinte para fazer a solicitação.
Ao chegar ao setor, entretanto, afirma que teria sido repreendida por tentar realizar o agendamento próximo da data necessária.
Nívia conta que explicou estar se recuperando de problemas de saúde e que aguardava a confirmação de outra pessoa que poderia acompanhar o familiar durante o deslocamento.
A situação teria terminado com a usuária pedindo para ser atendida por outra pessoa.
Paciente teria chegado próximo do horário da consulta
As reclamações não se limitam ao atendimento.
Nívia relata ainda um episódio envolvendo um familiar que precisava comparecer a uma consulta de retorno após procedimento cirúrgico.
Segundo ela, o transporte teria sido programado para buscar o paciente às 9h, mas o veículo teria chegado à residência somente por volta das 10h30. A consulta, de acordo com o relato, estava marcada para as 11h.
A denunciante questiona também as condições de transporte de pessoas que acabaram de passar por cirurgias.
Muleta teria quebrado durante transporte
Outro episódio narrado por Nívia envolve uma muleta utilizada por seu familiar.
Segundo a denúncia, durante um deslocamento para realização de uma cirurgia, a muleta teria quebrado enquanto estava sendo colocada no veículo.
A usuária afirma que o motorista teria deixado o local sem apresentar uma solução para o problema. Segundo Nívia, sua familiar teria questionado o que fariam sem o equipamento necessário para auxiliar o paciente na locomoção.
O Conexão Arcos não teve acesso a documentos ou registros que permitam confirmar, de forma independente, as circunstâncias desse episódio.
Denúncia também questiona utilização dos veículos
Nívia também faz uma acusação que precisa ser esclarecida pelo poder público.
Ela afirma ter visto veículos utilizados no transporte de pacientes estacionados em estabelecimentos comerciais enquanto aguardavam pessoas que, segundo seu relato, estariam realizando compras.
A usuária questiona por que, na percepção dela, haveria veículos circulando para determinadas atividades enquanto pacientes enfrentariam dificuldades para conseguir transporte destinado a consultas, exames e procedimentos médicos.
Essa afirmação também não foi comprovada de forma independente pela reportagem.
Prefeitura é procurada, mas não responde
Diante dos relatos, o Conexão Arcos procurou diversas vezes o setor responsável pelo transporte de pacientes para buscar esclarecimentos.
A reportagem solicitou informações sobre os critérios utilizados para os agendamentos, a possibilidade de alteração de datas, os procedimentos adotados quando há problemas durante o transporte e, especificamente, sobre os episódios relatados pela denunciante.
Até o fechamento desta matéria, porém, não houve o devido retorno por parte do setor responsável.
A ausência de resposta impede, neste momento, que a reportagem apresente a versão da administração municipal sobre os fatos narrados.
O espaço permanece aberto para manifestação da Prefeitura, da Secretaria responsável e dos profissionais citados, caso queiram esclarecer os acontecimentos ou apresentar informações que possam contribuir para o completo entendimento dos fatos.
Um serviço essencial que precisa de respostas
O transporte de pacientes não é um serviço comum. Para quem depende dele, um atraso, um problema de agendamento ou uma falha durante o deslocamento pode significar perder uma consulta, comprometer um tratamento ou aumentar ainda mais a dificuldade enfrentada por alguém que já está em situação de vulnerabilidade.
Por isso, a denúncia apresentada por Nívia Marícia Ivo Gonzaga merece ser esclarecida pelo poder público.
Segue o audio devidamente autorizado e enviado a nossa redação:
O Conexão Arcos continuará acompanhando o caso e dará publicidade a eventuais esclarecimentos apresentados pelos responsáveis pelo serviço.
Importante: as situações descritas nesta reportagem são baseadas no relato da usuária. O Conexão Arcos não afirma que as acusações sejam verdadeiras sem a devida comprovação e buscou ouvir o setor responsável antes da publicação.
