A definição dos candidatos que avançaram para a etapa final da eleição presidencial coloca em confronto direto dois modelos antagônicos de gestão pública. De um lado, a aposta na presença do poder público como motor de desenvolvimento; de outro, a defesa irrestrita do livre mercado e da repressão à criminalidade.
Estatismo e foco em garantias sociais
Na plataforma apresentada por Lula, a diretriz central estabelece o fortalecimento do Estado como indutor da economia e redutor de desigualdades. O projeto prioriza a ampliação de programas sociais de transferência de renda e o resgate de investimentos em serviços essenciais para a população vulnerável.
Outro pilar de destaque é a revisão e expansão de direitos trabalhistas, com a intenção de reforçar a proteção jurídica aos trabalhadores formais e informais, além de valorizar o poder de compra da remuneração básica.
Liberalismo econômico e endurecimento penal
Em sentido oposto, Flávio Bolsonaro estrutura sua campanha em preceitos liberais, defendendo a diminuição do peso da máquina pública sobre a sociedade. A estratégia engloba a redução de impostos para incentivar a atividade empresarial e atrair capital privado.
No setor de segurança pública, a linha adotada é a da tolerância zero, propondo o endurecimento legislativo e o rigor no combate ao crime como medidas indispensáveis para garantir a ordem e o crescimento do país.
Com projetos tão distintos, a escolha no segundo turno caberá ao eleitor, que decidirá entre um modelo de bem-estar social focado na ação governamental e uma política voltada à desregulamentação econômica aliada ao policiamento ostensivo.
