A Santa Casa de Arcos acaba de conquistar um importante avanço para a saúde pública do município. Os leitos de terapia intensiva (CTI/UTI) da instituição foram habilitados pelo Governo Federal e passarão a receber custeio mensal de R$ 158.330,00, recurso que ajudará a garantir a manutenção dos atendimentos de alta complexidade oferecidos à população.
A habilitação representa o reconhecimento de que a estrutura atende às exigências técnicas do Ministério da Saúde para funcionamento dentro da rede SUS, permitindo que os leitos recebam financiamento permanente da União. Esse recurso é fundamental para custear profissionais especializados, medicamentos, equipamentos e toda a estrutura necessária para o atendimento de pacientes em estado grave.
O que muda na prática?
Apesar da importância da habilitação, é importante esclarecer que a medida não cria novos leitos de CTI em Arcos e não amplia a capacidade atual de atendimento.
Os leitos já existem, já estão em funcionamento e já atendem a população. A principal mudança é que, a partir de agora, a manutenção dessa estrutura passa a contar com um repasse mensal do Governo Federal, reduzindo a dependência exclusiva de recursos municipais, estaduais ou da própria instituição.
Ou seja, o atendimento continuará sendo realizado pelos mesmos leitos atualmente disponíveis. O ganho está na garantia de uma fonte permanente de custeio para ajudar a manter o serviço funcionando.
Uma conquista que começou na pandemia
Embora a habilitação federal aconteça agora, a história do CTI de Arcos começou em um dos momentos mais difíceis da saúde brasileira: a pandemia da Covid-19.
Em março de 2021, diante do colapso dos sistemas de saúde em todo o país, foi firmado um convênio entre a Prefeitura de Arcos e a Santa Casa para implantação e manutenção de 10 leitos de CTI e leitos de enfermaria destinados ao tratamento de pacientes com Covid-19. O investimento inicial ultrapassou R$ 4,2 milhões.
Na época, a administração municipal do então prefeito Claudenir José de Melo destinou recursos para a compra de equipamentos, respiradores, adequação da estrutura física e construção do acesso ao novo setor da Santa Casa. O município adquiriu respiradores para utilização no CTI e realizou diversas intervenções para viabilizar o funcionamento da unidade.
Posteriormente, também foram realizadas tratativas para transformar a estrutura emergencial criada durante a pandemia em uma UTI permanente para atendimento da população de Arcos e região.
Quem criou o CTI?
Pelos registros oficiais disponíveis, a criação do CTI ocorreu por meio de uma ação conjunta entre a Prefeitura de Arcos e a Santa Casa durante a pandemia de Covid-19, sendo implantado em 2021 através dos convênios firmados entre as duas instituições.
A iniciativa foi conduzida durante a gestão do prefeito Claudenir José de Melo (Baiano), com participação da Secretaria Municipal de Saúde, dos profissionais da Santa Casa e de diversos colaboradores que atuaram para tornar possível a implantação da unidade em um momento crítico da pandemia.
Um recurso importante para manter o serviço
A habilitação federal não representa uma nova obra, nem a inauguração de uma nova unidade. Trata-se do reconhecimento oficial de uma estrutura que já existe e já presta serviços à população.
O principal benefício é financeiro: os R$ 158.330,00 mensais ajudarão a custear uma estrutura complexa e de alto custo operacional, garantindo mais segurança para a continuidade dos atendimentos intensivos em Arcos.
Cinco anos após sua implantação emergencial, o CTI criado para enfrentar a maior crise sanitária da história recente consolida-se como um serviço permanente da saúde arcoense. Agora, com o custeio federal garantido, a cidade dá mais um passo para assegurar a manutenção de um dos investimentos mais importantes realizados na área da saúde nos últimos anos.
