O ex-banqueiro e atual conselheiro da Natura, Fábio Coletti Barbosa, traçou um diagnóstico contundente a respeito dos rumos econômicos do país. Em sua análise, o cenário macroeconômico atual afasta o risco de uma ruptura extrema, mas impõe limitações severas à capacidade produtiva nacional nos próximos anos.
Ritmo econômico e desempenho do país
Ao sintetizar sua perspectiva sobre a condução da política pública, o executivo destacou que o “Brasil não quebra com Lula, mas fica condenado a um crescimento medíocre”. A avaliação sinaliza que, embora as contas públicas e as instituições financeiras consigam evitar um colapso financeiro, a falta de estímulos adequados à produtividade pode travar a geração de riqueza.
Eficiência nos gastos sociais
Apesar da ressalva quanto ao ritmo do produto interno, Barbosa reforçou que não se opõe às redes de proteção social do governo. O conselheiro se declarou expressamente a favor das políticas públicas focadas no combate à desigualdade e no amparo à população em situação de vulnerabilidade.
Contudo, para assegurar a sustentabilidade orçamentária e a legitimidade dos repasses, ele defende a aplicação urgente de um “pente-fino” para fiscalizar os cadastros e excluir beneficiários que estejam recebendo recursos de maneira indevida.
O posicionamento sintetiza a demanda de lideranças do setor produtivo por maior responsabilidade na alocação de verbas públicas, aliando o atendimento a demandas sociais essenciais ao combate aos desperdícios estatais.
