A formação do reservatório da Usina Hidrelétrica de Itaipu, na fronteira entre o Brasil e o Paraguai, exigiu uma força-tarefa sem precedentes para mitigar o impacto ecológico na região. Denominada Mymba Kuéra, a colossal operação mobilizou equipes especializadas e assegurou o salvamento de mais de 30 mil animais silvestres que corriam risco iminente com a subida dos rios.
Marco ecológico na América Latina
Considerada uma das maiores iniciativas de proteção faunística de toda a história latino-americana, a missão atuou diretamente na captura, triagem e destinação adequada de milhares de espécies nativas encurraladas pelas águas. A ação emergencial buscou reduzir as perdas provocadas pelo alagamento da área de floresta para a concretização do projeto energético binacional.
Coordenação dos trabalhos no setor paraguaio
Na margem paraguaia, a liderança técnica da operação esteve sob a responsabilidade do engenheiro agrônomo Darío Perez Chena. O especialista esteve à frente das equipes de campo, definindo rotas e procedimentos para a retirada segura dos animais ilhados e sua posterior transferência para refúgios biológicos e reservas naturais preparadas para acolhê-los.
O esforço articulado ao longo da construção de Itaipu estabeleceu parâmetros inéditos para o manejo e a preservação de espécies em grandes obras de infraestrutura no continente.
