Em meio ao avanço preocupante da dengue, ruas sujas, mato alto tomando conta da cidade e um sistema de saúde cada vez mais pressionado, a Prefeitura de Arcos chama atenção por uma decisão que revolta parte da população.
Um documento oficial de licitação revela: o show da banda Jota Quest, previsto para o Festival de Gastronomia, terá custo de aproximadamente R$ 450 mil aos cofres públicos.
A imagem, que circula nas redes sociais, traz o título “TRANSPARÊNCIA” em destaque. Mas para muitos moradores, o que deveria ser transparência soa mais como provocação.
REALIDADE VS. PALCO
Enquanto o palco é montado e o som afinado, a realidade do cidadão é outra:
- Falta de ginecologistas e obstetras
- Dificuldade no acesso à saúde básica
- Risco crescente de epidemia de dengue
- Bairros abandonados, com lixo e mato alto
A pergunta que fica é inevitável: esse era o momento para esse tipo de gasto?
GESTÃO DESCOLADA DA REALIDADE
A decisão reforça a percepção de uma gestão distante das prioridades reais da população. Em vez de focar em problemas urgentes, opta-se por investir pesado em entretenimento.
Nos bastidores políticos, cresce o comentário de que a administração não opera de forma equilibrada e participativa, mas sim concentrada em decisões de poucos; ou até de uma única influência dominante.
QUANDO O EGO ENTRA NA GESTÃO
Especialistas em comportamento apontam que posturas egocêntricas no poder costumam seguir um padrão: necessidade constante de aprovação, valorização da própria imagem e baixa tolerância a críticas.
Na prática, isso pode se traduzir em decisões que priorizam visibilidade e aplausos, em vez de resolver problemas estruturais.
E quando críticas surgem, ao invés de diálogo, o que se percebe; segundo relatos populares; é um ambiente de pressão e intimidação.
FESTA PARA QUEM?
Eventos culturais são importantes, movimentam a economia e têm seu valor. Mas quando serviços básicos falham, qualquer gasto elevado passa a ser questionado.
Não se trata apenas de um show.
Se trata de prioridade.
Se trata de respeito com quem precisa de atendimento médico, de ruas limpas, de uma cidade minimamente organizada.
Arcos hoje vive um contraste claro:
de um lado, o espetáculo.
do outro, o abandono.
E a população começa a perceber; e reagir.
