A corrida presidencial entrou na reta final, e prefeitos mineiros começaram a tornar públicos seus posicionamentos sobre o segundo turno entre Flávio Bolsonaro e seu adversário. Na região Centro-Oeste de Minas, manifestações de lideranças políticas contrastam com a ausência, até o momento, de um posicionamento público explícito do prefeito de Arcos, Wellington Roque, em favor do candidato do PL.
Um levantamento independente publicado pelo site Prefeitos com Flávio, com registros atualizados até 22 de outubro de 2026, aponta manifestações de prefeitos de diferentes municípios mineiros. Entre os nomes da região estão Gleidson Azevedo, de Divinópolis, e Coronel Laércio, de Formiga. O monitor também registra Dr. Paulo, de Piumhi, entre os prefeitos que pediram votos para Flávio Bolsonaro.
Em Divinópolis, Gleidson Azevedo publicou mensagens explícitas de apoio eleitoral. Em Formiga, Coronel Laércio participou de uma mobilização política regional em torno da candidatura. Os registros podem ser consultados nas publicações originais e no levantamento independente.
Em Arcos, a pergunta é dirigida ao prefeito
Em Arcos, o cenário chama a atenção por causa das alianças políticas locais. Wellington Roque apoiou diretamente a candidatura de Antônio Carlos Arantes a deputado estadual, que recebeu 8.731 votos no município nas eleições de outubro, segundo levantamento publicado pela imprensa local.
Arantes, por sua vez, declarou voto em Flávio Bolsonaro. Diante dessa relação política, surge uma pergunta legítima: por que o prefeito de Arcos ainda não apresentou publicamente um posicionamento claro sobre a disputa presidencial?
A cobrança não significa que um prefeito seja obrigado a apoiar determinado candidato. O voto é livre, e cada liderança tem autonomia para decidir seu posicionamento. Entretanto, quando há alianças políticas públicas e apoio eleitoral entre lideranças, a população tem interesse em conhecer suas posições, especialmente em uma disputa presidencial de grande repercussão nacional.
Ficar em cima do muro também gera questionamentos
O silêncio político pode ser uma escolha estratégica. Mas, em períodos eleitorais, a ausência de uma declaração também acaba alimentando dúvidas sobre o alinhamento de lideranças que mantêm relações políticas próximas.
Se prefeitos de municípios vizinhos decidiram declarar apoio a Flávio Bolsonaro, cabe perguntar se Wellington Roque pretende fazer o mesmo ou se adotará outra posição. O que não se deve fazer é transformar a ausência de uma manifestação localizada em prova de apoio ou rejeição a qualquer candidato.
O Conexão Arcos já havia registrado questionamentos sobre a ausência de manifestação pública do prefeito em relação a uma carreata em apoio a Flávio Bolsonaro organizada no município. Agora, com a disputa presidencial na reta final e aliados políticos assumindo posições, a pergunta volta ao centro do debate.
A população merece clareza
O eleitor não precisa exigir que o prefeito pense da mesma forma que seus aliados. Mas pode cobrar coerência, transparência e clareza de quem ocupa um cargo público e participa ativamente da vida política do município.
Wellington Roque apoiará publicamente Flávio Bolsonaro, acompanhará a posição de Antônio Carlos Arantes ou prefere não declarar apoio a nenhum dos candidatos? A resposta cabe ao prefeito.
O Conexão Arcos mantém espaço aberto para que Wellington Roque apresente seu posicionamento. Até que haja uma declaração pública verificável, a questão permanece em aberto.
