Os números oficiais da Prefeitura de Arcos revelam um cenário que desperta uma pergunta simples na população.
Ao final de 2024, o município possuía R$ 38,3 milhões em disponibilidade de caixa. Em dezembro de 2025, esse valor subiu para R$ 55,5 milhões. Apenas quatro meses depois, em abril de 2026, o caixa já alcançava R$ 64,9 milhões.
No mesmo período, a dívida do município caiu de R$ 2,44 milhões para R$ 1,42 milhão.
Enquanto isso, os investimentos públicos apresentaram forte redução. Em 2024 foram aproximadamente R$ 15 milhões. Em 2025, cerca de R$ 5,6 milhões. No primeiro quadrimestre de 2026, pouco mais de R$ 710 mil.
Diante desse cenário, uma dúvida começa a surgir entre os moradores: se a Prefeitura possui quase R$ 65 milhões em caixa e uma das menores dívidas dos últimos anos, por que existe a necessidade de contratar um novo empréstimo de R$ 4,5 milhões para construção do CAPS?
Existe alguma limitação técnica que impede o uso desses recursos? O dinheiro disponível está comprometido com outras finalidades? Há projetos futuros que justificam a preservação desse caixa?
As respostas para essas perguntas ainda precisam ser apresentadas de forma clara à população.
O que os números mostram é que Arcos arrecada mais, acumula mais recursos em caixa, reduz sua dívida e, ao mesmo tempo, investe menos.
E é justamente essa combinação que faz crescer o debate sobre a real necessidade de um novo financiamento.
