Na tarde de quinta feira, (12/02), equipes policiais foram acionadas para atender uma ocorrência de atropelamento na Avenida Progresso, nas proximidades do bairro Olaria. A vítima é um trabalhador de 62 anos, integrante de uma empresa terceirizada responsável pela limpeza pública municipal, que realizava serviço de capina no momento do acidente.
De acordo com relatos de testemunhas, o operário executava a atividade às margens da via quando um veículo VW Gol, de cor bege, avançou inesperadamente em sua direção e o atingiu com violência. Após o impacto, o motorista deixou o local sem prestar socorro.
Populares que presenciaram a cena prestaram os primeiros auxílios e acionaram o atendimento de emergência. A equipe do SAMU realizou os procedimentos iniciais no local e encaminhou a vítima ao pronto atendimento municipal. Segundo a médica plantonista, o quadro clínico era gravíssimo, exigindo intubação e transferência imediata para unidade de maior complexidade.
Com base nas características informadas, os policiais iniciaram buscas e conseguiram localizar o automóvel ainda na mesma região. O carro apresentava danos visíveis, incluindo pneu dianteiro estourado, capô amassado e para-brisa quebrado. O condutor, de 70 anos, foi encontrado e detido. Ele declarou fazer uso de medicação controlada, ter passado mal ao volante e perdido o controle da direção. Admitiu também que deixou o local por não possuir habilitação e temer as consequências legais. O suspeito foi preso em flagrante, encaminhado à delegacia, e o veículo removido. As autuações de trânsito foram registradas.
O caso também levanta um debate importante sobre segurança do trabalhador em áreas de tráfego. Especialistas em prevenção destacam que, em atividades realizadas em vias públicas, é recomendável a adoção de medidas como sinalização temporária da área de serviço, cones, placas de advertência e o uso de vestimentas com faixas refletivas de alta visibilidade. Trata-se de obrigações que normalmente integram protocolos de segurança ocupacional por parte do empregador.
Ainda que tais medidas não garantam a eliminação total de riscos, elas aumentam significativamente a visibilidade do trabalhador e reduzem as chances de acidentes, especialmente em trechos de circulação intensa.
O caso segue sob investigação.
