Na última sessão da Câmara Municipal, realizada no dia 17 de março, o prefeito utilizou como justificativa para diversos pedidos de crédito suplementar o superávit do município. No entanto, a repetição desse argumento gerou questionamentos sobre as prioridades da administração pública, principalmente no que diz respeito à saúde municipal.
O superávit municipal ocorre quando a arrecadação do município supera os gastos, resultando em um saldo positivo nos cofres públicos. Esse valor pode ser utilizado para investimentos em diversas áreas, desde infraestrutura até serviços essenciais, como a saúde.
Diante disso, surge uma questão pertinente: por que não direcionar parte desse superávit para a melhoria do Hospital Municipal São José? Durante sua campanha, o próprio prefeito alegou que a unidade não apresentava condições adequadas para atender a população e que deveria ser interditada. No entanto, ao longo do mandato, não foram observadas medidas concretas para revitalização do hospital, e a saúde municipal segue dependendo de um hospital particular, que atende apenas uma parcela da população pelo SUS e, ainda assim, apenas enquanto os pacientes aguardam transferência para outros municípios.
A falta de investimentos na reestruturação do Hospital São José coloca em xeque o compromisso da atual gestão com a saúde pública. Se de fato existe um superávit, como foi amplamente citado pelo prefeito na sessão da Câmara, por que não utilizar esses recursos para garantir um atendimento digno aos munícipes, fortalecendo a rede de saúde local e reduzindo a dependência de outras cidades?
A população aguarda respostas e a esperança é de que os recursos sejam aplicados de forma transparente e eficaz, priorizando as reais necessidades do município.
