O equilíbrio institucional do país pode sofrer abalos caso ocorra uma vitória conjunta do senador Flávio Bolsonaro com a expansão da bancada de direita no Congresso Nacional. O alerta parte de Pedro Parente, que optou por não manifestar seu voto publicamente, mas expôs cautela diante do panorama eleitoral que se desenha.
Equilíbrio entre Executivo e Legislativo
Parente chamou atenção para a possibilidade de uma hegemonia desproporcional entre os poderes caso o grupo político conserve e amplie sua força em Brasília. Na visão do executivo, a combinação de uma maioria conservadora no Parlamento com o parlamentar na presidência acende um sinal de alerta sobre o risco de concentração excessiva de forças governamentais.
Com vasta experiência na administração pública e no setor produtivo, o executivo atuou como ministro da Casa Civil durante a gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, além de ter exercido a presidência da Petrobras e da BRF.
Incertezas sobre projeto de país
Ao aprofundar sua avaliação sobre o senador, Parente apontou deficiências na articulação de propostas estruturais. Para ele, o pré-candidato ainda não foi capaz de comprovar a existência de um projeto de nação claro e direcionado aos principais desafios socioeconômicos dos brasileiros.
O ex-ministro também tratou das especulações de que a campanha poderia buscar interlocução mais pragmática com setores moderados. Segundo a análise de Parente, a real possibilidade de um caminho menos radical na conduta do candidato ainda representa “um enigma” para o mercado e a sociedade civil.
