O movimento bolsonarista atingiu um grau de autonomia tão elevado na política nacional que a tutela e a participação ativa dos quartéis deixaram de ser essenciais para sua sobrevivência e expansão, segundo avaliação de um especialista no tema.
Retorno aos quartéis
Em entrevista à BBC News Brasil, o cientista político João Roberto Martins Filho afirmou que a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi bem-sucedida em fazer os militares voltarem aos quartéis, encerrando o ciclo de forte intervenção no Executivo federal.
Cenário para o futuro
Diante desse novo arranjo de forças, o pesquisador também avalia que eventuais futuros governos alinhados à direita radical, como uma possível gestão liderada por Flávio Bolsonaro, não devem recolocar os generais e oficiais no centro das decisões políticas.
A perda de espaço político institucional das Forças Armadas marca uma mudança significativa no tabuleiro político brasileiro, distanciando a caserna das polêmicas partidárias e consolidando uma nova fase para o bolsonarismo autônomo.
