Uma denúncia anônima levou o Conselho Tutelar até uma escola de Arcos, no Centro-Oeste de Minas, e resultou no atendimento de uma adolescente de 14 anos. Durante o acolhimento, a jovem relatou aos órgãos de proteção que teria sido vítima de violência sexual praticada pelo próprio pai, de 31 anos.
A ocorrência foi registrada pela Polícia Militar na noite de sexta-feira (21). Segundo o relato apresentado no boletim de ocorrência, os supostos abusos teriam acontecido ao longo de aproximadamente dois anos, sendo que o episódio mais recente teria ocorrido na quarta-feira (19).
De acordo com as informações registradas, a adolescente afirmou que permaneceu em silêncio por medo de possíveis represálias. Ela também teria relatado aos responsáveis pelo atendimento que vinha recebendo ameaças para não contar o que estaria acontecendo.
Após o relato, o Conselho Tutelar adotou as medidas de proteção e encaminhou a adolescente ao Hospital São José, em Arcos, para atendimento e realização dos procedimentos necessários. A mãe da jovem foi informada sobre o que havia sido relatado pela filha.
Suspeito não foi localizado
Durante as diligências realizadas pela Polícia Militar para localizar o investigado, os militares descobriram que ele estava responsável por outra filha, uma criança de aproximadamente dois anos.
Ainda segundo o registro policial, antes da chegada dos militares, o homem teria levado a criança até a residência da avó materna, onde a deixou sob os cuidados da família. Em seguida, teria deixado o local e não foi mais localizado.
A Polícia Militar realizou buscas em diferentes pontos de Arcos, mas o suspeito não havia sido encontrado até o encerramento do registro da ocorrência.
O caso foi encaminhado à Polícia Civil, que deverá conduzir a investigação e adotar as medidas legais cabíveis, incluindo a realização dos exames e demais procedimentos periciais necessários.
Por envolver uma adolescente e uma investigação em andamento, Conexão Arcos não divulga informações que possam identificar a vítima. As acusações relatadas nesta matéria ainda serão apuradas pelas autoridades competentes, e o investigado deve ser considerado inocente até eventual decisão judicial definitiva.
