A entrega da reforma da ala destinada ao Sistema Único de Saúde (SUS) da Santa Casa representa um importante avanço para a saúde de Arcos. No entanto, segundo informações repassadas à reportagem pelo gestor da instituição, Carlos Magno, a concretização da obra foi resultado de um trabalho conjunto que envolveu a própria Santa Casa, apoio técnico da Prefeitura de Arcos e recursos destinados por emenda parlamentar.
De acordo com Carlos Magno, os recursos destinados à reforma permaneceram travados desde 2017 por questões administrativas, impedindo que a obra fosse executada durante esse período.
Ainda segundo o gestor, a situação começou a ser resolvida após um trabalho desenvolvido pela administração da Santa Casa, com o apoio técnico de engenheiros da Prefeitura de Arcos, que auxiliaram no processo de regularização da documentação necessária para o destravamento da verba. Com isso, foi possível dar início às obras de reforma da ala SUS.
Recentemente, a Prefeitura divulgou um vídeo institucional destacando a entrega da reforma. Conforme as informações apresentadas pelo gestor da Santa Casa, o município participou do processo por meio do suporte técnico de sua equipe de engenharia, enquanto a condução do trabalho para viabilizar a utilização dos recursos ficou a cargo da gestão da instituição.
Além da reforma estrutural, a unidade também receberá novos equipamentos graças a uma emenda parlamentar destinada pela deputada federal Ana Pimentel, superior a R$ 500 mil. Os recursos foram utilizados para a aquisição de camas hospitalares, equipamentos médicos, computadores, mobiliário e outros itens necessários ao funcionamento da ala SUS.
Carlos Magno também chamou atenção para outro desafio enfrentado pela instituição: a habilitação dos dez leitos de Centro de Terapia Intensiva (CTI). Segundo ele, a habilitação garante um repasse mensal de R$ 165 mil por parte da União. No entanto, esse valor cobre apenas uma parte das despesas.
De acordo com o gestor, o custo mensal para manter os dez leitos em funcionamento gira em torno de R$ 600 mil. Isso significa que, mesmo com o repasse federal, a Santa Casa ainda terá da Prefeitura de Arcos um custeio de R$ 485 mil por mês para assegurar a continuidade do serviço.
“Agora, nossa luta é garantir os recursos necessários para manter esses leitos funcionando com qualidade e de forma permanente”, destacou Carlos Magno à reportagem.
A situação evidencia que, além da conclusão das obras e da aquisição de novos equipamentos, a sustentabilidade financeira da unidade permanece como um dos principais desafios da Santa Casa. A manutenção dos serviços de alta complexidade dependerá da articulação entre a instituição, os entes públicos e possíveis novas fontes de financiamento para assegurar o atendimento à população.
A reportagem permanece à disposição da Prefeitura de Arcos, da Santa Casa e dos demais envolvidos para publicar esclarecimentos ou informações complementares sobre a execução da obra, os investimentos realizados e a manutenção dos serviços hospitalares.
