Uma declaração grave feita pela direção da Escola Nossa Senhora do Carmo coloca em xeque a versão divulgada pela Prefeitura de Arcos e pela Fiemg sobre a implantação de uma unidade do SESI no município.
Segundo a diretora da instituição, não existe contrato assinado, contrariando diretamente a narrativa oficial de que o projeto já estaria formalizado e em andamento.
A fala desmonta o principal pilar da divulgação feita pelo prefeito Wellington Roque, que anunciou a iniciativa como um marco histórico para a educação local, com investimento de R$ 22,5 milhões e capacidade para atender até mil alunos.
❗ “Nada foi assinado”, afirma direção
De acordo com a diretora, o que existe até o momento é apenas uma negociação parada, sem avanços concretos há meses.
Mais grave ainda: ela afirma que não foi sequer procurada recentemente para dar continuidade às tratativas com o SESI, o que levanta dúvidas sobre a veracidade da suposta “assinatura” divulgada publicamente.
A declaração sugere que o projeto pode estar sendo usado como instrumento político, sem base concreta para sustentar o anúncio feito à população.
Contradição direta com propaganda oficial
A matéria divulgada afirma que:
- O contrato já teria sido firmado
- O investimento estaria garantido
- A implantação da unidade seria certa
No entanto, a fala da direção da escola aponta o oposto:
➡️ Sem contrato
➡️ Sem avanço nas negociações
➡️ Sem confirmação real do projeto
Isso levanta um questionamento inevitável:
a população de Arcos está sendo informada ou está sendo induzida ao erro?
Uso político de expectativas?
A denúncia reforça a suspeita de que o projeto esteja sendo utilizado como vitrine política, possivelmente ligado a interesses eleitorais e articulações com lideranças estaduais.
Enquanto isso, a população segue acreditando em uma estrutura que, segundo a própria instituição envolvida, ainda não saiu do papel ; e pode nem sair.
O que está em jogo
A criação de uma unidade do SESI não é um detalhe — trata-se de um investimento relevante, com impacto direto na educação e no desenvolvimento da cidade.
Por isso, anunciar algo dessa magnitude sem garantias concretas não é apenas precipitação — pode ser interpretado como falta de responsabilidade com a informação pública.
CONCLUSÃO
Diante das declarações da direção da escola, o anúncio da Prefeitura perde credibilidade e passa a ser questionado.
Agora, cabe uma resposta clara:
Existe ou não contrato assinado?
O projeto é real ou apenas uma promessa?
Por que a direção da escola desconhece o avanço divulgado?
Sem respostas objetivas, o que era apresentado como conquista pode se transformar em mais um caso de propaganda desconectada da realidade.
